Onze são presos em MG e SP suspeitos de aplicar golpes pela internet

16-01-2011 18:55

 

12/1/2011 - O Globo Online

Onze são presos em MG e SP suspeitos de aplicar golpes pela internet

 


 

 

SÃO PAULO - Onze pessoas foram presas nesta quarta-feira numa operação deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais, em conjunto com a Polícia Militar, suspeitas de aplicar golpes de empréstimo pela internet. Segundo o Ministério Público, além de mandados de busca e apreensão, foram cumpridos seis mandados de prisão em Belo Horizonte, dois em Mateus Leme, dois em Santa Luzia, um em São José da Lapa, dois em Uberlândia e um em São Paulo. Também houve a determinação do bloqueio de bens de todos os membros da quadrilha.

Foram conduzidas à Polinter, no Barro Preto, oito presos e quatro armas apreendidas durante a operação, denominada Mercúrio: uma espingarda calibre 12, uma beretta e dois revólveres - calibre 38 e 22.

A Operação Mercúrio conta com a participação de dois promotores de Justiça e 80 policiais militares.

Em abril do ano passado, o Ministério Público a Promotoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos recebeu denúncia sobre a existência de sites - www.ourominas.tk e www.unicredbh.tk - que ofereciam empréstimo sem a necessidade de avalista e sem consulta ao SPC e Serasa. O empréstimo era feito mediante o pagamento de um seguro-fiança. Pago o seguro, a vítima não conseguia mais contato com os golpistas. Ficava sem a fiança depositada e sem o dinheiro solicitado no empréstimo. Na investigação, foram identificados 14 membros da quadrilha que aplicavam golpes de escritórios localizados em Belo Horizonte, Uberlândia e São Paulo.

Além da propaganda na internet, os golpistas distribuíam folhetos oferecendo o empréstimo sem burocracia. Como a maioria das vítimas era de pessoas em situação financeira difícil, acabavam caindo no golpe.

Segundo o Ministério Público, eram oferecidas às vítimas carteiras de crédito, com valores variando entre R$ 3 mil, R$ 5 mil, R$ 10 mil,R$ 15 mil, R$ 20 mil, R$ 30 mil, R$ 40 mil. A liberação do empréstimo estava condicionada ao pagamento antecipado do valor referente ao seguro-fiança, que variava de 8 a 12% do total do empréstimo.

O dinheiro deveria ser depositado em contas bancárias indicadas pelos golpistas. Depois, a vítima passava dados pessoais para que fosse feito um cadastro, sujeito à aprovação, e era informada que o dinheiro seria depositado em seguida. A quadrilha chegava a ligar para a vítima avisando que o cadastro havia sido aprovado, mas o dinheiro nunca era depositado.

Depois disso, os golpistas sumiam. Ao tentar obter o dinheiro da fiança de volta, as vítimas não encontravam o endereço da empresa. Em alguns casos, os golpistas ainda avisavam que a empresa faliu e as pessoas deveriam ir à Justiça.

Os membros da quadrilha estão sendo enquadrados no crime de estelionato, formação de quadrilha ou bando e lavagem de dinheiro.