Espião da Agência Brasileira de Inteligência é preso por investigar colegas

21-09-2012 13:36

 

 

Até ser descoberto, o espião já havia conseguido hackear 238 senhas dos colegas que trabalham em investigações estratégicas

 

Correio Braziliense

Publicação: 20/09/2012 07:24 Atualização: 20/09/2012 07:49

Prisão do 'inimigo íntimo' expôs fragilidades da segurança e deixou a agência em situação constrangedora (Marcelo Ferreira/CB)

 

Prisão do "inimigo íntimo" expôs fragilidades da segurança e deixou a agência em situação constrangedora

 


A Agência Brasileira de Inteligência (Abin), ligada diretamente à Presidência da República por meio do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), foi espionada por um oficial de inteligência do próprio órgão. Um inimigo íntimo. Até ser descoberto, o espião já havia conseguido “hackear” 238 senhas dos investigadores que trabalham em investigações estratégicas. 

No fim da tarde da sexta-feira passada, a Polícia Federal (PF) montou uma operação e conseguiu prender o infiltrado em flagrante dentro de sua sala de trabalho na instituição. O episódio delicado, tratado de maneira sigilosa até então, expôs de maneira constrangedora a fragilidade da estrutura responsável por investigar, principalmente, ameaças potenciais ao chefe de Estado.

Agora, o grande desafio da Abin e da PF é tentar descobrir para quem o investigador trabalhava. Após ser preso, o servidor foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal em Brasília, na Asa Sul. Ele foi libertado no sábado, após a Justiça arbitrar fiança no valor de três salários mínimos e meio.